O pré-candidato do PSOL ao Governo do Maranhão, Enilton Rodrigues, participou nesta terça-feira (7) do Jornal da Difusora 2ª Edição (JD2), da TV Difusora, onde concedeu entrevista sobre o cenário político estadual e os planos do partido para as eleições de 2026.
Durante a entrevista, Enilton reafirmou que o PSOL manterá candidatura própria ao Governo do Estado e descartou, neste momento, uma aliança com o PT no Maranhão. A participação faz parte da série de entrevistas promovida semanalmente pelo JD2 com os pré-candidatos ao Palácio dos Leões.
Segundo o pré-candidato, a chapa majoritária do PSOL foi aprovada internamente em setembro de 2025 e permanece mantida, com seu nome na disputa pelo Governo do Estado. O partido também definiu Antônia Cariongo e Franklin Douglas como pré-candidatos ao Senado Federal.
Embora o PSOL integre a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cenário nacional, Enilton destacou que a realidade política do Maranhão é diferente e defendeu que o partido apresente um projeto próprio para o Estado.
“O nosso palanque também é o do presidente Lula. O PT tem toda a legitimidade de lançar candidatura própria, mas o PSOL também tem o direito de apresentar um projeto para o Maranhão”, afirmou.
Ao analisar a disputa estadual, Enilton avaliou que o cenário deverá ser polarizado entre o campo político identificado com o presidente Lula e o grupo da direita, representado, segundo ele, pelo ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, e pelo ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim.
O pré-candidato também destacou que o PSOL pretende ampliar sua representação no Congresso Nacional. De acordo com ele, o diretório estadual já aprovou 16 pré-candidaturas à Câmara dos Deputados, com o objetivo de eleger o primeiro deputado federal do partido pelo Maranhão.
Durante a entrevista, Enilton comentou ainda sobre a composição do governo federal, reconhecendo as contradições da ampla coalizão que sustenta o presidente Lula. Como exemplo, citou o ministro André Fufuca, afirmando que há lideranças que apoiaram o ex-presidente Jair Bolsonaro e hoje integram a administração federal.
“O então deputado estava chorando pelo Bolsonaro em 2022 e hoje foi ministro do nosso presidente. Essas são as contradições das frentes amplas. Tem gente que quer os votos do lulismo, mas não gosta do Lula”, declarou.
Enilton Rodrigues também defendeu pautas históricas do PSOL, como a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e o fim da escala 6×1, ressaltando que o partido tem atuado na mobilização em defesa dessas propostas.







